09 fevereiro 2006

Tudo por nada...

Você pode mostrar ou fazer inúmeras coisas para provar o que quer que seja;
porém basta uma (única!) atitude para fazer com que tudo caia por terra...
Não quero falar disso, pelo menos não por enquanto.

*post editado às 11:35am

Quando era pequena e tinha o péssimo hábito de querer crescer logo, minha mãe já me dizia que ser "gente grande" é uma merda. Obviamente, embasada por toda aquela sabedoria infantil, eu duvidava.

Besta! Mula! Anta!

Crescer é realmente uma merda! Hoje vivo tão estressada com contas à pagar, exames à fazer, casa para cuidar, que qualquer porcariazinha vira um aborrecimento enorme.
Odeio quando espero uma coisa, que teoricamente estava confirmada, e esta coisa não acontece. Odeio depender de terceiros para fazer o que quero e tenho que fazer. Já não suporto a idéia de deixar algo para amanhã.
Me sinto correndo contra o tempo. Simplesmente me perdi de mim mesma. Quer dizer, perdi o "mim mesma" que sabia relaxar, se desligar dos problemas, adiar os aborrecimentos, jogar tudo para o alto.
Se alguém encontrar esse "mim mesma" por aí­, curtindo a vida com óculos escuros, sandália havaiana, túnica de seda e chapelão de sol, por favor me avise.
Vcs acreditam que ontem, enquanto fazia um trabalho, me peguei pensando que só restam alguns meses para minha vida mudar completamente, e que cheguei a admitir(apenas por um momento de total colapso)a mim mesma que vou sentir falta de algumas coisas??? Isso é definitivamente um sintoma de surto!
Pois é, a coisa vai de mal a pior. Principalmente porque crescer não tem volta.
Isso significa que terei ainda alguns meses pela frente para tentar recuperar a minha sanidade ou a minha loucura. Tentarei postar algum dia desses e visitar os amigos, mas não prometo nada. Tenho incensos, velas, cálice, espada, lua cheia, noite estrelada, poucos amigos queridos, um grande amor e muito mais me esperando.

P.S.: Eu precisava falar um pouco de mim, não adianta eu brigar com minha intelectualidade!
Um beijo a todos e até...
bem... até qualquer dia.

Um comentário:

Carlos disse...

Olá Kika,

Mandou bem neste post...gostei! Você sabe que este negócio de crescer me aborrece até hoje...acho que sempre evitei esta coisa de encarar a maturidade. As vezes olho para minhas filhas, e não acredito que são minhas...putz, sou pai a tanto tempo, já deveria ter me acostumado com isso...o lado super bom disto, é que elas são minhas princesinhas queridas...amo-as.

beijo.