31 janeiro 2007

BBB

29 milhões de ligações do povo brasileiro votando em algum candidato para ser eliminado do Big Brother.
Vamos colocar o preço da ligação do 0300 a R$ 0,30. Então, teremos... R$ 8.700.000,00. Isso mesmo! Oito milhões e setecentos mil reais, que o povo brasileiro gastou ( e gasta ), em cada paredão!
Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato "fifty to fifty" com a operadora do 0300, ou seja, ela embolsou R$4.350.000,00. Repito: somente em um único paredão!
Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos letradas e abastadas da sociedade, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas.
Mas o "x" da questão, caro(a) leitor(a), não é esse. É saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, consequentemente, daqueles que só bebem nessa fonte.

Certa está a Rede Globo...
O programa BBB dura cerca de três meses. Ou seja, o sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações.
Aliás, algo muito natural, para quem gasta mais de oito milhões numa só noite! Coisa de país rico como o nosso, claro!
Nem a Unicef, quando faz o programa Criança Esperança, com um forte cunho social, arrecada tanto dinheiro.
Vai ver, deveriam bolar um "BBB Unicef". Mas, tenho dúvidas se daria audiência. Prova disso, é que na Inglaterra, pensou-se em fazer um Big Brother só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência.
A razão? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria.

Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em terras tupiniquins. Um país onde o cidadão vota para eliminar um bobão (ou uma bobona) qualquer, mas não lembra em quem votou na última eleição.
Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e, que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de PAGAR pelo seu voto.
Que eleitor é esse?
Depois, não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado, etc.
Quem os colocou lá?
Claro, o mesmo eleitor do BBB!
Aí, agüente a vitória de um Severino não-sei-das-quantas para Presidente da Câmara dos Deputados e a cara de pau, digo, a grande idéia dele, de colocar em votação um aumento salarial absurdo a ser pago pelo contribuinte.

Mas o contribuinte não deve ligar mesmo, ele tem condições financeiras de juntar R$ 8 milhões em uma única noite para se divertir (?!?!),ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer assunto relevante para melhorar a articulação e a autocrítica...
Chega de buscar explicações sociais, coloniais, educacionais. Chega de culpar a elite, os políticos, o Congresso. Olhemos para o nosso próprio umbigo, ou o do Brasil.

Chega de procurar desculpas, quando a resposta está em nós mesmos.
A Rede Globo sabe muito bem disso, os autores das músicas Egüinha Pocotó, O Bonde do Tigrão e assemelhadas, sabem muito bem disso; o Gugu e o Faustão também; os gurus e xamãs da auto-ajuda idem.

Não é maldade nem desabafo. (José Neumani Pinto - Rádio Jovem Pan)

É apenas revolta, das puras...

18 janeiro 2007

Taxa de natalidade...

Não param de nascer bebês na minha família e entre amigos...
Cada vez que vejo ou tenho notícia de que nasceu mais um, reforço a (triste) certeza de que estou desistindo definitivamente de ter o meu próprio.
Enfim, isso é conversa prá mais de metro...
Deixemos de lado e saudemos os bebês...

Sejam bem vindos:
Gabrielle (26/12/2006)
Pedro (07/01/2007)
Arthur (18/01/2007)

15 janeiro 2007

Pela data (outra das... rssss) tão especial!!!

Se eu puder caminhar observando a amplidão do horizonte, não terei pressa, andarei mesmo assim com passos largos, terei a minha frente o infinito e poderei construir minha passagem...
Se eu vejo a amplidão, me vejo sem limites...
Não existirão em meu trajeto obstáculos intransponíveis, mas preciso da amplidão como espelho...
Na verdade não quero o fim da caminhada, não quero um objetivo a minha frente como uma marca de chegada...
Quero a trilha e dela sentir sede de conquistá-la para todo o sempre...
Se levantar os olhos e vir esta amplidão, estarei trilhando...
Passo a passo...
Estarei a caminho...
E com um horizonte tão imenso a minha frente, não terei retornos, não vou questionar o que passou...
Apenas irei...
Se eu olhar para o lado e você estiver lá, estarei sorrindo, e certa de que as emoções vividas não são vãs...
Irei te oferecer a minha mão e poderemos ir juntos, passo a passo, em frente, com o mundo todo se abrindo a cada movimento e sem nunca querer chegar ao fim...
Você não é perfeito...
Eu não sou perfeita...
Não gosto de perfeição, mas gosto do que existe em você, do que sinto...
O que vejo faz com que eu deseje olhar a amplidão, e queira caminhar em sua direção...
Eu amo você!

10 janeiro 2007

Pela data (uma das... rssss) tão especial!!!

Eu sei quando te quero, não aquele querer sofrido que me cobra planos iludidos, mas quando despe a minha alma dos meus medos.
Eu sei quando te quero, não num corpo de massa e forma, mas quando se apodera de todos os meus sentidos.
Eu sei quando te quero, não num ato sem barreiras pronto para levitar, mas quando penetra na minha alma e leva para além de qualquer lugar.
Eu sei quando te quero, não com aquele gesto corriqueiro, rotineiro, sem pensar, mas quando me conduz a te abraçar tantas vezes para que eu te queira sempre mais.
Eu sei por que te quero, não da maneira simplificada onde só despejam som de palavras, mas da forma sutil com que me faz apaixonar.
Eu sei para que te quero, não para ver a minha alma alerta, mas sim despida de qualquer sombra ou escuridão.
Eu sei de que forma te quero, não em saudade, com piedade ou solidão, mas sem a inércia que amedronta atoa.
Eu sei como que te quero, não com tua boca deslizando sobre a minha, mas por aquele beijo que marca cada pedaço do meu corpo.
Eu sei quanto te quero, não no tamanho do abraço que eu possa inventar, mas pela volúpia com que os meus braços insistem em ficar agarrados a ti.
Eu sei da capacidade que tenho em te querer, não com a ansiedade que sem explicação mora em mim, mas com a intensidade que vivo esse amor.
Eu sei quanto te amo, não pelo tempo em que teu corpo pousa sobre o meu, mas pela força deste amor que existe em mim, sem permissão...
Feliz Aniversário para nós...

08 janeiro 2007

Gostinho bom...

Alguém parou de falar comigo, de repente, sem que eu tenha dado motivo, e essa pessoa chegou a desfazer de mim, quando pediu para outro alguém mudar de lugar, só para que o primeiro não ficasse na minha frente, enfim... Simplesmente ignorava minha presença...
O melhor disso tudo é que essa pessoa tem dúvidas com relação à alguns assuntos e só eu consigo ajuda-lá a respeito, então...
Sabe, de vez em quando é bom ver algumas pessoas colocando o rabinho entre as pernas...
É, trabalho tem dessas coisas...
E viva 2007!

15 dezembro 2006

Propósitos...

Noite não muito agradável...
Lixo na porta com odor desagradável...
A casa já não é mais lar (faz tempo...), é apenas um monte de coisas e caixas espalhadas pelo chão, uma bagunça sem fim.
É a bagunça do meu coração espalhado aos pedaços pela casa esperando alguém vir e juntar num cantinho qualquer.
Das últimas 72 horas, dormi apenas 6 horas e 1/2. O resto acordada. Pensando...
De todos os 'n' propósitos desse 2006, apenas conclui dois deles, um meia-boca (o emprego muitíssimo mal pago) outro totalmente (ficar bem com meu amor).
Tá, não sai perdendo tudo...
E não vou criar expectativas em torno de 2007, deixa ele acontecer, é melhor...

14 dezembro 2006

Diferente...

Quer fazer algo diferente, este ano, no Natal?
Que tal ir à agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?
Fui informada por uma amiga próxima de que tem cada pedido inacreditável.
Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó ou material escolar.
Deixo a idéia lançada. É só pegar a carta e entregar o presente em uma agência do correio até dia 20 de Dezembro. O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.
DIVULGUE...

06 dezembro 2006

Hummmm...

Eu quero brigadeiro de panela prá comer de colher ainda morno e sem granulado...

Receitinha Básica:

INGREDIENTES:
1 lata de leite condensado
1 colher de sopa de margarina sem sal
4 colheres de sopa de cacau em pó

MODO DE PREPARO:
Coloque em uma panela funda o leite condensado, a margarina e o chocolate em pó.
Cozinhe em fogo médio e mexa sem parar com uma colher de pau.
Cozinhe até que o brigadeiro comece a desgrudar da panela.

04 dezembro 2006

Não tem título...

Foram precisos dois anos e oito meses de trabalho e uma recisão trabalhista, a casa estava montada...
Vendo mesa com tampo de pedra, com quatro cadeiras; armário "itatiaia" 13 portas, cinco gavetas, branco, geladeira e fogão seis bocas idem; vendo uma estante, não porque eu a escolhi a dedo, mas muito bonita, de mogno avermelhado; um jogo de sofá (meia-vida); tenho ainda uma cômoda, cinco gavetas, lugar para por o dvd e a televisão, e um guarda roupas, que não tá lá essas coisas, porém, também carrega meu trabalho...

Depois de tanto tempo, não estou soltando fogos de alegria, voltar para dentro da casa dos meus genitores é para mim, uma angústia, um sinal de que eu fui incapaz, de que eu perdi, não deu certo, sensação de perda...
Um nó na garganta está me impedindo de falar, de me alimentar e fez com que eu não me levantasse prá quase nada ontem o dia e a noite todos...
O fato de ter certeza de que não conseguirei ter de novo meu cantinho montado, com a minha cara, podendo ficar a vontade, dói prá lá de metro.
E o fato de me ver entrando de mala e cuía prá dentro da casa dos meus pais, faz com que eu me sinta uma perdedora.

21 novembro 2006

F A M Í L I A . . .

O pai e a mãe, irmãos, gato, cachorro, papagaio e afins...
O pai e a mãe.
Crescemos um pouco querendo o apoio deles em tudo, tomamo-os como exemplo, imitando-os na maioria das vezes.
Depois começam a surgir as primeiras pontas de personalidade própria, junto a elas, vem as primeiras desavenças, brigas, decepções. No meio disso tudo, quinze minutinhos de risadas e de "família", pois isso não faz mal a ninguém...
E...
Desculpe, eu não estou em condições de terminar...

16 novembro 2006

Da lealdade...

Num ambiente de trabalho se ouve a seguinte conversa:
"-É fato, Leilinha, homens traem, inclusive eu...
-Nossa, Atílio, mas de você eu não esperava isso (responde Leila, recem casada, mãe de um bebe de cinco meses, subordinada de Atílio, um homem de respeito, bem casado e super rigoroso)
-Assim, Leilinha, por mais que o homem tenha uma mulher linda, cheirosa, produzida só prá ele e por mais que ele a ame, não tem jeito, isso vem da espécie, vem da masculinidade, entende?
-Mas Atílio! O Renê não me trai,tenho certeza!
-Ah trai, Leilinha, trai sim, todo homem trai, seja por telefone, seja na internet, seja por pensamento, e não tem aquele negócio de "ahhhhhh, essa conversinha no telefone é inocente, não passa de tele-sexo..." não é... Nós homens sabemos que se houver "oportunidade" aquela conversinha boba no telefone vira cama sem sombra de dúvidas.
-Mas Atílio!? E se fosse a Diana de sacanagem no telefone, ou fazendo um sequisozinho virtual assim, inocente???
-Ahhhhhhhhhhh não Leilinha, a Diana não.
-Ah é? Olha isso, então você pode e a Diana não? Mas eu tô ficando "mole" mesmo... Olha Atílio, de hoje em diante só quero papo contigo sobre assuntos profissionais, estou decepcionada contigo. Onde já se viu, a era do machismo já acabou e se um dia eu sonhar que o Renê me trai seja lá por um inocente tele sexo ou por um sequisozinho virtual, ele me paga..."

Conclusão:
Concordo com a Leilinha, em genêro, número e grau...
E tenho dito!

13 novembro 2006

Complicado...

No emprego aviso sobre horário de marcação de consulta, consulta marcada e depois cancelada, lágrimas de raiva, nó na garganta, executar tarefas nas quais se poderia ganhar x, mas onde se ganha 1/2 x
Final de semana com pouco tempo pro amor, festa de noivado da irmã, casa cheia, nó na garganta, mais lágrimas...
Saudade, saudade, saudade...
Tem horas que não vejo luz lá no fim do túnel... E na maioria das vezes queria que tudo fosse menos díficil...
O pior é não conseguir separar o nó na garganta e as lágrimas do horário comercial...
Complicado...

07 novembro 2006

Quadrado...

O quarto dela é todo amarelo. Tem sol e tem estrelas. O quarto dela é um pouco meu.

O quarto dela tem um cheiro de medo misturado com o cheiro do mar que perfuma casa e a minha roupa, que é dela quando ela quer. O quarto dela tem um pouco eu. E tem creme para os cabelos. E tintas e anotações. O quarto dela é um quadrado pouco. Meu.

Quase acredito às vezes que o cabelo dela é um pouco meu, envolto em faixas coloridas espalhadas pelo quarto amarelo. Quase posso acreditar que ela se troca para mim e o perfume de mar me foi encomendado. Ela é um pouco eu. Meio nos cachos, meio na poesia. Meio no cheiro de mim que se espalha pelo quarto dela enquanto ela agüenta esperar por nós.

Quase posso acreditar que o medo dela é um pouco eu. Espalhado no cheiro dela que é meu, dentro do quadrado amarelo.

O quarto dela espera eu. E a espera dela é toda eu, em momentos mais mágicos, em lugares mais tranqüilos. Como a calma dela foge ao que sou eu. Como beijo dela procura o que é meu. Como o medo dela revela mais eu.

E quase posso acreditar que o futuro dela é meu, enquanto arde a espera por algo que ainda não sei que sou eu. E quase acredito que o sonho dela é meu, dentro do quarto de sol e estrelas que tem um cheiro meu.

O quarto dela é todo amarelo, com fitas de cabelo e pedaços do que um dia fui eu. A chave quem tem é ela. O medo quem tem sou eu.

E ela tem um cabelo de cachos que quem desenhou fui eu. Ela tem um sorriso que entende tudo que sou eu. Ela sou eu. E o que ela espera eu não sei bem, mas é nosso. Dela e meu...

27 outubro 2006

Mais uma coisa que odeio...

Imagine a cena:

Você é a pessoa com contrato mais recente numa empresa, conseqüentemente, num setor.
Normal, todo mundo se conhece, brinca, tem certos limites, e você, por ter chegado recentemente se sente um estranho no ninho.
Ok, normal também; o problema vem quando, depois de alguns meses, você nota que as coisas não mudaram tanto e que de vez em quando pessoas te isolam de vários cochichos...
Primeiro pensamento: "estão falando mal de alguém"
Segundo pensamento: "estão falando mal de mim"...
Você também não se sentiria assim???

Eu sou do tipo de pessoa que quando não gosto de algo, ou falo prá quem causou ou fico quieta, não saio por aí "metendo o pau" em quem "pecou"...

As vezes acho que deveria ser menos centrada e menos "grossa" com relação ao trabalho, porém infelizmente sou profissional demais prá ficar falando da minha vida ou da vida do fulano e acabo favorecendo esse isolamento, e acabo tendo essa impressão de que vivem falando mal de mim, aos cochichos...

Como eu odeio isso, como eu odeio isso, como eu odeio isso...
Droga...

16 outubro 2006

Vício...

A cada instante, ele falando sério em tom de brincadeira:
"-Olha, só:
Trabalho na 4ª feira, a noite te busco... e dormimos juntos;
Trabalho na 5ª feira... e dormimos juntos
Trabalho na 6ª feira, ligo na minha casa prá falar contigo e a noite... dormimos juntos
Sábado ficamos de bobeira o dia todo, a noite passeamos um pouco e depois... dormimos juntos
E ainda teve o domingo de troco!!! Tem noção de como isso é bom???"

Rsssssss, eu tenho sim, e dava prá ver o brilho dos olhos puxados dele, parecendo uma criança toda feliz com o brinquedo novo que ganhou em função do feriado.

Eu estou feliz!
Do jeito que eu pedi, realmente, tudo o que eu havia pedido e tudo que preciso. Esses dias cheios de carinho, mimos e muito amor junto do meu nego lindo (junto nada! colado, grudado, rsssssss) me deixaram mais leve, mais contente, mais feliz...
Conversamos muito, aprendemos mais coisas sobre os dois juntos e sobre cada um em si.
Depois que me despedi, ontem a tarde, ficou a sensação de que o vazio que tomou conta de mim, será logo preenchido no próximo final de semana, mais curto, mas nem por isso, menos especial.
Foi um final de semana prolongado, esperado com ansiedade, assim como o próximo prolongado que virá.
Já estava morrendo de saudade do final de semana antes mesmo dele acabar...
Já estava morrendo de saudades do meu nê, antes de descer do carro dele, antes mesmo de me despedir...
E vou esperar a semana passar toda, todinha, para na sexta feira, depois do exame, curtir mais um montão o meu namorado!