18 setembro 2008

Tirando o Pó

Pronto, acho que agora voltei à vida de blogueira.

Me lembro que eu tive blog quando na época nem era comum ter.

Postava o tempo inteiro, enchia o blog de "frufrus", fazia uma zona no código html, cagava (e depois "descagava") o template… eu arrasava nos blogs. Tinha muitos comentários, visitantes assíduos… e olha que ainda nem se falava em web 2.0, comunidades blogueiras, etc.

Meu ex-blog passou por muitas fases. Certa época estive muito depressiva, uma fase completamente indefinida que fica entre o começo da vida adulta e a vida adulta em si mesmo, na época em que eu estava prestes a sair de casa e mandar o mundo se explodir. Daí o blog virou um espaço virtual de lamentações, xingamentos e afins. Até que uma pessoa que não deveria ler o descobriu.

Aí você pode dizer "mas poxa, que mole você deu de postar sua vida na internet"… mas, sabe aquele tipo de pessoa que não sabe a diferença entre e-mail e site; daquelas que desligam o computador assim, na marra (dedão no botão power, "beijo tchau"). Ou seja, era a última pessoa no mundo que eu achava que iria descobrir meu blog. Mas a Lei de Murphy está aí pra isso.

Enfim, o falecido blog já tinha uns 2 anos de idade e depois desse "gorila" , juntando com a falta de tempo… ele morreu na praia. Isso já fazem uns 4 anos (!) Mas nem pense que esse tempo todo eu fiquei sem blogar, não!

A correria do dia-a-dia me fez desanimar pra criar aqueles belos e interessantes posts… mas a vontade de xingar nunca passou! Então eu criei um blog "private" e continuei reclamando da vida.

Decidi que ele não ia ser aberto ao público, só poucas pessoas têm acesso, até porquê só elas se interessavam pelas minhas mazelas e também eu não ia mais dar o mole que eu tinha dado com o último blog… ainda mais em tempos de web 2.0 e depois que o google definitivamente "arrombou" as nossas vidas - já experimentou digitar seu nome no google e ver quantas vezes seu nome aparece na "rede"?

Mas mesmo depois desse tempo todo de inércia bloguística, eu jurava que ainda ia voltar à ativa dos blogs. Eu já tava há tempos querendo voltar a blogar, mas hoje em dia vejo blogs tão fantásticos que fico me perguntando O QUE de interessante eu seria capaz de escrever.

Então decidi voltar à minha "eterna utopia" e escrever por aí, sem lenço, sem documento, sem compromisso, e bóra ver o que sai.

16 setembro 2008

Descoberta dos Morangos e A Escolha

Ela é uma pessoa indecisa. Ela pode passar meia hora escolhendo uma sobremesa no cardápio e mudar de idéia quando o garçom chega. Pode andar na rua um pouquinho para um lado e depois para o outro, enquanto resolve a direção a seguir. Pode experimentar um milhão de roupas diferentes e jogá-las em cima da cama antes de sair de casa.

Nos seus dias mais dramáticos, ou mais influenciados por hormônios descontrolados, toda escolha dela se parece a escolha de Sofia. Qualquer um pode dizer que ela exagera, e exagera mesmo, mas, em seu drama particular, é assim, não sabe se casa, se compra uma bicicleta (dessa escolha já passou, rs!).

Escolher entre uma coisa boa e outra ruim é fácil. Mas escolher entre duas coisas boas, quando não se pode abraçar ambas, é quase tão difícil quanto escolher por que situação ruim passar. Porque o abandono de uma coisa boa, afinal, é sempre algo ruim.

Ela não sabe mais quem disse que, na vida, a gente tem que escolher entre mil caminhos e viver com a nostalgia dos outros 999. Deve ter sido um filósofo de botequim, porque esse é daqueles pensamentos que a cachaça inspira. Bom, o importante aqui é que ela se identifica muito com isso.

Mas ela pode considerar que, apesar do drama das escolhas, a vida dela anda numa maré muito boa, o que a leva à história de uma outra Sofia, personagem de um texto que ela leu lá pelos idos de 1998 numa aula de literatura. Lembra Profª Lucy???

Sofia, pelo que ela lembra, era uma garotinha que estava passeando com os pais ou algo que o valha. Andava por um caminho cheio de plantas quando avistou um morango. Encantada, começou a procurar outros, e depois outros, até que se descobriu cercada das frutas.

A moral da história da descoberta dos morangos é que as coisas gostosas estão lá para serem encontradas, desde que a gente saiba o que procurar. Pois Ela andou descobrindo o que precisava buscar e acabou encontrando bastante coisa...

Ela vai ser assim, enigmática. Mas vocês usem a imaginação para inventar do que ela está falando.

02 setembro 2008

I Stay In Love

Dying inside cause I can't stand it, make or break up, can't take this madness
We don't even really know why
All I know is baby I try and try so hard to keep our love alive

If you dont' know me at this point then I highly doubt you ever will
I really need you to give me that unconditional love I used to feel it's no mistaking
We're just erasing from our hearts and minds

And I know we said let go but I kept on hanging on
Inside I know it's over you're really gone
It's killing me cause there ain't nothing that I can do
I stay in love with you

And I keep on telling myself that you'll come back around
And I try to front like "oh well" each time you let me down
See I can't get over you now no matter what I do
But baby, baby I stay in love with you

It cuts so deep it hurts down to my soul
My friends tell me I ain't the same no more
We still need each other when we stumble and fall
How we gon' act like what we had ain't nothin' at all now

Hey
What I wanna do is ride shotgun next to you with the top down like we used to hit the block proud in the SUV
We both know our heart is breaking, can we learn from our mistakes
I can't last one moment alone, now go I know

We said let go, but I kept on hanging on inside I know it's over
You're really gone it's killing me cause there ain't nothing
That I can do I stay in love with you

And I keep on telling myself that you'll come back aroundAnd I try to front like "oh well" each time you let me downSee I can't get over you now no matter what I doBut baby, baby I stay in love with you...

12 agosto 2008

Deixe aflorar toda sua doçura...

Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente...
Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros.Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente...
Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que nos empenhamos tanto para levantar...
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde!
Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco.Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana. Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser...
Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas à simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...
E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos...
Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...

Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos! Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: "você está me machucando... pode parar, por favor?

"Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro.
Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura!

Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencível...
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto...
Que consigamos docemente viver... sentir, amar... apesar de todo o risco que isso possa significar...


Obrigada Tato... :)

26 junho 2008

Dica de um colega advogado...

Estão te rondando, te perseguindo, querendo fazer escândalo na porta da sua casa?...

Se acontecer do indivíduo te encontrar, seja na porta de sua casa ou na rua, ligue para o 190 e diga que está sendo intimidada. Em seguida, dê queixa em uma Delegacia de Polícia...

Porém:

Eu tenho mais o que fazer do que me deslocar até a Delegacia (que por sinal é bem perto de onde trabalho) para dar queixa de visitas indesejadas e que formam ameaça a minha integridade física...

Mas, não me custa...

24 junho 2008

Dose Dupla – Hipocondría...

2 unidades de Prozac's de 10 hoje, às 08:40hs.

A melhor coisa é ficar assim, anestesiada...

Assim,

1º Se aquela pessoa que não sabe se defender sozinha resolver jogar o mundo nas minhas costas eu agüento; se meu pai for na onda dela e resolver me tirar de casa, ótimo, vai ser só um empurrão prá eu decidir minha vida...

2º Eu agüento também pessoas chamando meu namorado de "Doce Pecado", ou de "Tigrin", ou seja lá de que diabos for e, continuo sendo culta, mesmo assim...

E fico calminha, calminha, calminha... Ui, ui...

Tô com febre - 39,3°C, desde a hora que cheguei ao trabalho hoje, também tomei 2 unidades de Lisador para baixar, mas a febre me ama, decididamente.

E a dor de cabeça? Bom, com ela não adianta fazer nada, tomei 1 Advil, mas como a dor é provocada pela sinosite, sem chance...

Outra coisa: Fidelidade? Pode até ser, porém, lealdade é bem mais complicado... Atinge o próprio ser...

09 junho 2008

Ela...

Algumas pessoas me perguntaram de onde tirei a "Terceira Pessoa do Singular Feminino"...
Ela...
Ela Sou Eu...
Eu estive a algum tempo atrás (na verdade, muito tempo atrás) frustrada com coisas que aconteciam na minha vida, principalmente na parte de relacionamentos e descobri um poema que falava tudo nessa época.
E ficou, cravado, apesar de eu não estar mais passando pela situação na qual o poema chora...
O pseudônimo ficou.

Bem, sem mais delongas, ai vai o dito cujo:

Ela...
Ela é mais uma garota só...

O amor que você não vai dar, é o que Ela sempre quis...
Ela não é feliz.
Eu me lembro bem de quando tudo começou,
De quando te conheceu,
Sei também que você nem reparou nela,
Mas Ela não te esqueceu...
É tão triste quando é assim,
O que vai se fazer?
Sei que você deve estar dizendo:
- Nada!!!
Mas Ela nunca vai conquistar o seu amor...
E eu???
Bem, eu vou fazer o que puder para não dizer,
Para esconder,
Para esquecer,
Que Ela...
Bem...
Ela... Sou eu...

Beijo

05 junho 2008

Dia...

Ela levanta às 04:45hs da madrugada, toma um banho e se arruma e sai, entra numa lata de sardinha (é isso mesmo, ônibus que sai de periferia hoje tá mais para lata de sardinha mesmo de tanta gente que tem dentro) e vai buscar o alimento de todo dia...

O detalhe é que você já acorda com dor de cabeça, e toma pelo menos uns 4 medicamentos diferentes ao longo do dia e nada da maldita dor passar.

Enxaqueca.

Ela tem 36.287.698.713.676.981.638.177 coisas para fazer e ainda assim tenta dar o melhor de si. Faz o que é possível e quase consegue fazer o que é impossível...

Eu disse "QUASE", afinal de contas, ela não é a Mulher Maravilha, certo?

Ainda assim, tem gente que não fica contente...

Família cobrando presença (família de longe cobra presença pessoal, família de perto, cobra [só por olhares e indiretas] presença de bolso)...

Eu havia dito que ela faz 36.287.698.713.676.981.638.177 coisas, inclusive no trabalho e tem gente que ainda acha pouco...

Ela não dá nota 10 ao namorado (dá 9,75 o que para o tempo que passou, pode-se considerar uma nota excelente), como se não bastasse ainda fala isso a ele, que fica ressentido, mas ela não volta atrás, afinal, ela se considera uma namorada nota 6.


 

Enquanto alguns comemoram, outros se frustam...

20 maio 2008

Emails

De: Nê
Para: Ela
Data 19 de maio de 2008 11:18
Assunto: resumindo...

Sexta feira ótima (apesar do transito), sábado,
ótimo e um domingo melhor ainda.

Muito obrigado pelo final de semana maravilhoso!

Beijos e boa semana pra você!

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Conclusão: Não preciso de mais nada...

P.S. para as mal amadas de plantão: "morram de invejaaaaaaaaaaaaaaa!!!", rssssssssss...

13 maio 2008

Administração

Apenas um desabafo:

No mundo moderno em que vivemos, se faz necessário o uso constante da internet, seja por meio de consultas, para compras ou orçamentos, seja para comunicar-se por email ou mensageiros instantâneos, o que realmente vale, é que estamos num mundo moderno, onde não se pode ignorar que principalmente para comunicação os emails são tidos como documentos relevantes seja para informação em grupo, seja para concluir uma negociação ou para quaisquer outros fins, senão hoje, para que teríamos email corporativo? Melhor que não tenha, se é para não usá-lo devidamente.

É meio absurdo, mas hoje é meio estranho você solicitar algo verbalmente e ouvir que precisa que a solicitação seja documentada por email (à algum tempo atrás seria por fax) e ter que confirmar o recebimento de um email quando o mesmo é corporativo, no máximo quando o mesmo está com o endereço errado ainda é aceitável, porém quando temos o mesmo gravado em nosso "caderno de endereços" no Outlook (ou seja lá onde for) podemos ter certeza que o destinatário o receberá e se tiver algum erro no documento enviado, o mesmo irá replicar a respeito.

Em alguns casos, para algumas pessoas, é mais fácil fugir da responsabilidade dizendo simplesmente que não recebeu ou não leu a tal informação.

E adivinha quem paga o pato...

05 maio 2008

Eu não me importo mais...

São 31 anos, e um dia após esse complemento, eu já amanheci chorando...

Tem muita coisa na minha vida que tá caminhando muitíssimo bem, porém, há outras que não caminham legal, como, por exemplo, o fato de um passado não tão passado ficar rodando minha vida atualmente, me tirando o sossego e a segurança...

Nem vontade de discutir eu sinto mais, nem faço mais cara feia, acho que é porque já estou estafada, física, psicológica e emocionalmente. E também por saber que existem certas coisas nessa vida que não mudarão, jamais e que eu... Eu sou a única pessoa que posso, devo (e sou cobrada) mudar. E estou mudando...

Não pensem que eu me sinto infeliz, ou que eu estou passando pela crise dos 30, ou que estou em meu inferno astral, pelo contrário, tenho estado bem feliz, encarei esses 31 anos de forma bem madura e quanto ao inferno astral, sei lá, não tenho nada a dizer, a gente passa por diversos infernos e paraísos mesmo não estando entre os 30 dias que antecedem ou os 30 dias após nosso aniversário...

Eu apenas estou mudando...

30 abril 2008

bruuuuuuuuuuu...

tô com frio!!!

31 março 2008

Abri os olhos

E abrir mão...

Acho que deve ser meu karma...



Sei
Mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei
Só não sei viver
Sem querer ser
Mais do que sou.

E fato é o ato da procura
E a cura não existe só
O que era certo
Eu descobri
Nem sempre era o melhor

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar

Não sei afastar
A dor de saber
Que o saber não há
Só não sei dizer
Se esse meu ver
Se pode explicar

Enquanto eu penso
Tanto entendo
Que é mais fácil
Não pensar
O que era certo
Eu aprendi
A sempre questionar

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar

Sei
Mais do que eu quis
Mais do que sou
E sei do que sei

Abri os olhos
Não consigo mais fechar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar...

20 março 2008

Semana... Santa???

De santa já não tem nada para minha pessoa que é Budista...
Encurtou os dias de trabalho, conseqüentemente, encurtou o tempo...
Semana do inferno...

14 março 2008

...

psit...
silêncio, estou pensando...