15 julho 2007
Sem título
06 junho 2007
Motivação
Estou me sentindo leve, sem ter que carregar o mundo em meus ombros...
Problemas em casa, nós temos, óbvio, nem tudo são flores; mas, tô levando numa boa...
O mais importante é que:
E U T Ô F E L I Z ! ! !
Pronto, falei!
21 maio 2007
101 Coisas em 1001 Dias
14 maio 2007
Estafa...
Uma vontade imensa de ficar dentro do quarto, trancada, debaixo dos cobertores, com rádio e tv desligados e luz apagada.
Dói a cabeça, do alto para as laterais e para a nuca...
Tenho me sentido pressionada, não gosto de minhas novas atribuições...
Antes, era uma proposta e um salário.
Agora com a mudança, não há proposta, existem imposições (você vai fazer isso, isso e isso de agora em diante), e o mesmo salário... E um peso enorme em meus ombros.
Já falei disso com o Nê, mas ainda sinto necessidade de chorar mais por conta disso, e tenho feito isso constantemente até dentro da empresa, principalmente quando "a coisa pega" para meu lado...
Não dá prá ficar desempregada, ainda mais se for para abrir mão dos direitos que são garantidos quando somos dispensados...
Não consigo procurar novas oportunidades, pois estou presa ao verbo precisar.
Como eu disse a dois post's anteriores, quem mandou eu não continuar estudando...
Qualidade de vida, olhando deste ponto de vista: ZERO...
Socorro!
04 maio 2007
Sem Lógica, Nem Compasso...
Assim foi que durante a longa interminável infância ela se divertia em idas periódicas de tardes ao médico para espalhar adesivos pelo peito ainda inabitado de borboletas e para assistir aos desenhos das batidas que seu coração fazia. Ela gostava do ritual.
E o vento que passava por ali, segundo ele, seria pra sempre sempre inofensivo se continuasse de sutilezas assim, mas que nunca bateria igual ao coração da maioria das outras pessoas, pois que ele era único e dela: gostava deveras de tomar ventinho.
O que pra muitos parecia pequeno e sem importância pra ela era derradeiro e definitivo, pois que o coração que era só dela batia assim: sem lógica nem compasso, tomado de ventania.
Ela desde muito cedo aprendeu que a coisas mais especiais do mundo são as que nascem dali. Aprendeu a ouvir dele os gritos e as delicadezas; o espanto e o deslumbramento; o silêncio e a folia.
Aprendeu a brincar de claro-escuro, fazendo-o diminuir apertado quase sem respirar para depois explodir em confetes.
Aprendeu que nas músicas mais lindas do mundo residem todas as possibilidades de beleza e de transbordamento que ali existem, do bater rápido e miudinho pra depois congelar por segundos de tanta apoteose.
Ela que passou muito da vida desejando encontrar o momento em que, mesmo por instantes fugidios, o coração que era só seu batesse calmo, sossegado, marinhado.
Mas pouco, muito pouco acontecia, pois que o coração que era só dela batia quase o tempo todo assim: sem lógica nem compasso, e tomado de ventania.
Ela, que passara tanto tempo sentindo tanta alegria de tanto, tanta angústia de tanto, tanto tudo de tanto, um dia descobriu que existia algo no mundo chamado amor, e que ele chegava na vida das pessoas assim: no começo aos pulos, derrubando copos e batendo portas e escancarando janelas, pra depois quedar tranqüilo como árvore de outono.
Ao menos parecia ser assim no coração das outras pessoas do mundo, mas não no dela, pois que o dela não batia igual ao da maioria das pessoas do mundo, o coração que era só dela batia assim: sem lógica nem compasso e tomado de ventania, e não foi diferente com o amor.
O amor aprendeu logo que não era preciso ser criança para brincar como tal com ela, e fazê-la suar em romantismos de febre, e dar-lhe sustos suicidas, delírios de idealização das coisas todas do mundo, e impulsos de acreditar-se voando.
O amor fazia dela alguém sem par no mundo, e alguém igual a todas as outras do mundo. E foi assim.
E o coração que era só dela, que batia sem lógica nem compasso, aprendia logo que não se brinca de amor, que não se brinca de afeto, que não se brinca de sentir medo, posto que era grande, posto que era muito, posto que era tanto.
Mas o coração que era só dela esquecia logo em seguida tudo, e ela seguia revivendo aquelas mesmas tardes de infância, em que assistia deslumbrada aos desenhos das batidas descompassadas de seu coração, mas dessa vez com o peito cada vez mais inundado de borboletas, todas ali, todas guardadas, todas dela, como era só dela o coração que batia diferente do de todas as pessoas do mundo.

25 abril 2007
18 abril 2007
Tem horas...
13 abril 2007
Das Descobertas...
Estrelas viram mocinhas dançando em festa.
E o que mais???
Mar vira espelho pra lua se enfeitar.
Sol vira cabelo despenteado em dia de chuva.
O lagarto, eu não sei bem o que o lagarto vira.
Mas que ele vira, vira.
E o que mais???
Conchinha do mar vira esconderijo de areia fujona.
Siri vira conchinha que o vento leva.
E o vento???
E o vento vira areia que o siri não pode esconder porque ainda não tinha virado conchinha antes do mar virar espelho, de as estrelas virarem mocinhas, e as cobras virarem estrelinha lá na outra ponta do mar...
Laís, aos 4 anos, num quase monólogo com a Tchiiiia Dinda Mágica...
10 abril 2007
Acordei...
30 março 2007
Mesmo
A impressão que eu tenho, às vezes, é a de que o amor é uma pedra grande, pesada e bem quentinha que fica dentro do seu quarto, e você entra e vê, e dorme em cima, e ela te aconchega, e você é íntima dela, e você sai de perto e sorri, e sente falta, e volta, e entra e dorme em cima de novo.
A paixão é um vagão que às vezes chega cheio e às vezes nem passa. Quando passa, você entra rápido e presta bastante atenção em todos os detalhes - porque sabe que você vai descer na próxima estação.
Eu adoro quando meu vagão chega.
Mas gosto mesmo, mesmo é da minha pedra quente e grande. Mesmo que ela me roube textos inflamados e cheios de verbos. Mesmo que ela me peça pra ficar quietinha. Mesmo que...
Mesmo...
Amo. Mesmo.
15 março 2007
Existencialismo
Sabendo que o outro tem uma opinião diferente da minha, a qual eu não vou e não preciso mudar.
06 março 2007
Pode ser...
TPM???
Pode ser...
Como diz meu namorado: "Se for, é..."
21 fevereiro 2007
Nesse momento...
e fazer como eu disse a uma vizinha no sábado:
"Eu tô vendendo, depois eu compro tudo novo de novo."
Casa, móveis, celular...
É tudo material, nada de sentimento,
Fora o esforço e suor prá ter tudo, aos poucos...
Agora é lutar, e mostrar que do mesmo modo que eu já fui capaz um dia,
logo eu poderei ser capaz novamente,
E fazer tudo de novo...
09 fevereiro 2007
Tá, eu assumo meus pecados...
Mas acho as letras das músicas da Pitty um belo tapa na cara de muita gente, ou será que "Teto de Vidro" não serve de exemplo para pessoas que não tem o que fazer e ficam por aí, fuçando a vida alheia???
Bom...
Amei o último clip que eu vi (na clínica, num sábado de manhã, junto com o Nê...) e nem sabia como era a letra, pois o som estava super baixo, enfim, descobri a letras e também achei-a assim, no mínimo interessante, a mesma está abaixo...
Na Sua Estante
Composição: Pitty
Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícia
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar...
Ahnnnnnnnnnnn, sem comentários...
31 janeiro 2007
BBB
Vamos colocar o preço da ligação do 0300 a R$ 0,30. Então, teremos... R$ 8.700.000,00. Isso mesmo! Oito milhões e setecentos mil reais, que o povo brasileiro gastou ( e gasta ), em cada paredão!
Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato "fifty to fifty" com a operadora do 0300, ou seja, ela embolsou R$4.350.000,00. Repito: somente em um único paredão!
Alguém poderia ficar indignado com a Rede Globo e a operadora de telefonia ao saber que as classes menos letradas e abastadas da sociedade, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas.
Mas o "x" da questão, caro(a) leitor(a), não é esse. É saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dela desfruta; mostra só a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, consequentemente, daqueles que só bebem nessa fonte.
Certa está a Rede Globo...
O programa BBB dura cerca de três meses. Ou seja, o sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações.
Aliás, algo muito natural, para quem gasta mais de oito milhões numa só noite! Coisa de país rico como o nosso, claro!
Nem a Unicef, quando faz o programa Criança Esperança, com um forte cunho social, arrecada tanto dinheiro.
Vai ver, deveriam bolar um "BBB Unicef". Mas, tenho dúvidas se daria audiência. Prova disso, é que na Inglaterra, pensou-se em fazer um Big Brother só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial, de testes de audiência.
A razão? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria.
Programas como BBB existem no mundo inteiro, mas explodiram em terras tupiniquins. Um país onde o cidadão vota para eliminar um bobão (ou uma bobona) qualquer, mas não lembra em quem votou na última eleição.
Que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas que gasta seu escasso salário num programa que acredita de extrema utilidade para o seu desenvolvimento pessoal e, que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de PAGAR pelo seu voto.
Que eleitor é esse?
Depois, não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado, etc.
Quem os colocou lá?
Claro, o mesmo eleitor do BBB!
Aí, agüente a vitória de um Severino não-sei-das-quantas para Presidente da Câmara dos Deputados e a cara de pau, digo, a grande idéia dele, de colocar em votação um aumento salarial absurdo a ser pago pelo contribuinte.
Mas o contribuinte não deve ligar mesmo, ele tem condições financeiras de juntar R$ 8 milhões em uma única noite para se divertir (?!?!),ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou de qualquer assunto relevante para melhorar a articulação e a autocrítica...
Chega de buscar explicações sociais, coloniais, educacionais. Chega de culpar a elite, os políticos, o Congresso. Olhemos para o nosso próprio umbigo, ou o do Brasil.
Chega de procurar desculpas, quando a resposta está em nós mesmos.
A Rede Globo sabe muito bem disso, os autores das músicas Egüinha Pocotó, O Bonde do Tigrão e assemelhadas, sabem muito bem disso; o Gugu e o Faustão também; os gurus e xamãs da auto-ajuda idem.
Não é maldade nem desabafo. (José Neumani Pinto - Rádio Jovem Pan)
É apenas revolta, das puras...
